A consciência: o sujeito, o eu, a pessoa e o
cidadão
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Tornar
o sujeito do conhecimento objeto de conhecimento para si mesmo é a grande
tarefa que a modernidade filosófica inaugura ao desenvolver a teoria do
conhecimento.
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Como
se trata da volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se, ou do sujeito
do conhecimento colocando-se como objeto para si mesmo, a teoria do conhecimento
é a reflexão filosófica.
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O que
a teoria do conhecimento entende por consciência?
A capacidade humana para conhecer, para saber que conhece e para saber que sabe que conhece. A consciência é um conhecimento (das coisas e de si) e um conhecimento desse conhecimento (reflexão).
A capacidade humana para conhecer, para saber que conhece e para saber que sabe que conhece. A consciência é um conhecimento (das coisas e de si) e um conhecimento desse conhecimento (reflexão).
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O sujeito
do conhecimento se reconhece como
diferente dos objetos, cria e/ou descobre significaçôes, institui sentidos,
elabora conceitos, idéias, juízos e teorias.
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Por
ser dotado da capacidade de conhecer-se a si mesmo no ato do conhecimento, o
sujeito é um saber de si e um saber sobre o mundo, manifestando-se como sujeito
percebedor, imaginante, memorioso, falante e pensante.
Por sua universalidade, o sujeito do conhecimento distingue-se da consciência
psicológica, pois esta é sempre individual.
Consciência psicológica
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Do
ponto de vista psicológico, a consciência é o sentimento de nossa própria
identidade: o eu. O eu é o centro ou a unidade de todos os nossos
estados psíquicos e corporais, ou aquela percepção que permite a alguém dizer
“meu corpo”, “minha razão”, “minhas lembranças”.
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O eu
é a consciência de si como o ponto de identidade e de permanência de um fluxo
temporal interior que retém passado na memória, percebe o presente pela atenção
espera o futuro pela imaginação e pelo pensamento.
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Ao
contrário do eu, o sujeito do conhecimento não é uma vivência individual, uma
estrutura cognitiva dotada universalidade.
Dimensão ética da consciência
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Do
ponto de vista ético e moral, a consciência é a capacidade livre e racional
para escolher, deliberar e agir conforme valores, normas e regras que dizem
respeito ao bem e ao mal, so justo e ao injusto, à virtude e ao vício. É a
pessoa, dotada de vontade livre e de responsabilidade.
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É a
capacidade de alguém para compreender e interpretar sua própria situação e
condição, viver na companhia de outros segundo as normas e os valores morais
definidos por sua sociedade, agir tendo em vista fins escolhidos por deliberação
própria, comportar-se segundo o que julga o melhor para si e para os outros e,
quando necessário, contrapor-se e opor-se aos valores estabelecidos, em nome de
outros considerados mais adequados à lirdade e à responsabilidade.
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É a
consciência de si como exercicio racional e afetivo da liberdade e da
responsabilidade, em vista da vida feliz e justa.
Esfera política
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Do
ponto de vista político, a consciência é o cidadão, isto é, a consciência de si
definida pela esfera pública dos direitos e deveres civis e sociais, das leis e
do poder político.
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A
consciência moral (a pessoa) e a consciência política (o cidadão) formam-se
pelas relações entre as vivências do eu e os valores e as instituições de sua
sociedade ou de sua cultura.
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O eu
é a consciência como uma vivência psíquica e uma experiência que se realiza na
forma de comportamentos; a pessoa é a consciência como agente moral; e o
cidadão é a consciência como agente político.
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A
ação da pessoa e a do cidadão formam a práxis, palavra grega que
significa “a ação na qual o agente, o ato realizado por ele e a finalidade do
ato são idênticos”.
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