A preocupação com o conhecimento
O conhecimento e os primeiros filósofos
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Kósmos à
tò ón à
Alétheia
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Heráclito considerava a natureza (mundo) um
fluxo perpétuo; cada ser é um movimento em direção ao seu contrário; a
realidade é a harmonia dos contrários, que não cansam de se transformar uns nos
outros; exemplo do rio.
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Parmênides dizia que só podemos pensar sobre
aquilo que permanece sempre idêntico a si mesmo; pensar é apreender um ser em
sua identidade profunda e permanente; percebemos mudanças impensáveis e devemos
pensar identidades imutáveis.
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Demócrito dizia que a realidade é constituída
por átomos; o conhecimento sensorial é tão verdadeiro quanto aquilo que o
pensamento puro alcança, embora de uma verdade diferente e menos profunda ou
menos relevante do que aquela alcançada pelo puro pensamento.
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Sócrates e os sofistas
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Sofistas: não podemos conhecer o ser, pois, se pudéssemos, pensaríamos todos da
mesma maneira e haveria uma única filosofia, podemos apenas ter opiniões
subjetivas sobre a realidade. A verdade é uma questão de opinião e de
persuasão, e a linguagem é mais importante do que a percepção e o pensamento;
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Sócrates: a verdade pode ser conhecida desde que possamos compreender que
precisamos começar afastando as ilusões dos sentidos, as imposições das
palavras e a multiplicidade das opiniões. Os órgãos dos sentidos nos dão
somente as aparências das coisas, e as palavras, mera opiniões sobre elas.
Conhecer é começar a examinar as contradições das aparências e das opiniões
para poder abandoná-las e passar da aparência à essência, da opinião ao
conceito. Ironia: exame das opiniões.
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Platão
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Conhecimento sensível {crença e opinião
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Conhecimento inteligível {raciocínio e intuição intelectual
à A
crença é nossa confiança no conhecimento sensorial: cremos que as coisas
são tal como as percebemos em nossas sensações.
à A
opinião é nossa aceitação do que nos ensinaram sobre as coisas ou o que
delas pensamos conforme nossas sensações e lembranças.
à O
raciocínio treina e exercita
nosso pensamento, purifica-o das sensações e opiniões e o prepara para a intuição
intelectual, que conhece a essência das coisas (ideia). As ideias são a
realidade verdadeira e conhecê-las é ter o conhecimento verdadeiro.
à A
ironia e a maiêutica socráticas são transformadas por Platão num procedimento
denominado por ele de dialética, que consiste em trabalhar expondo e
examinando teses contrárias sobre um mesmo assunto para descobrir qual das
teses é falsa e deve ser abandonada e qual é verdadeira e deve ser conservada.
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Aristóteles distingue sete formas ou graus de
conhecimento: sensação, percepção, imaginação, memória, linguagem,
raciocínio e intuição. Nos seis primeiros graus o conhecimento é obtido por
indução ou por dedução, por demonstrações e provas, mas no último grau
conhecemos o que é indemonstrável (princípios) porque é condição de todas as
demonstrações e raciocínios.
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