segunda-feira, 22 de outubro de 2012

IV Bimestre: Aula 2 - 1º ano


A imaginação
A imaginação na tradição filosófica
       A imagem seria um rastro ou um vestígio deixado pela percepção.
       Os empiristas, por exemplo, falam das imagens como reflexos mentais das percepções ou das impressões, cujos traços foram gravados no cérebro.
·         A imagem seria a coisa atual percebida quando ausente. Seria uma percepção enfraquecida, que, associada a outras, formaria as ideias no pensamento.
·         Os filósofos intelectualistas também consideravam a imaginação uma forma enfraquecida da percepção e, por considerarem a percepção a principal causa de nossos erros também julgavam a imaginação fonte de enganos e erros.

A imaginação na tradição filosófica

·         A imagem seria um rastro ou um vestígio deixado pela percepção.
·         Os empiristas, por exemplo, falam das imagens como reflexos mentais das percepções ou das impressões, cujos traços foram gravados no cérebro.
·         A tradição, porém, enfrentava alguns problemas que não podia resolver:

à não confundimos percepção e imagem. Assim, por exemplo, distinguimos perfeitamente a percepção direta de um bombardeio da imagem do que seria uma explosão atômica;
à não confundimos perceber e imaginar. Assim, por exemplo, distinguimos o sonho da vigília; distinguimos um fato que vemos na rua da cena de um filme;
à somos capazes de distinguir nossa percepção e a imaginação de uma outra pessoa. Assim, por exemplo, percebemos o sofrimento psíquico de alguém que está tendo alucinações, mas não somos capazes de alucinar junto com ela.

A fenomenologia e a imaginação

       A fenomenologia  fala na consciência imaginativa como uma forma de consciência que parte da diferença da imaginação com respeito à percepção e à memória;
       A imaginação é a capacidade da consciência para fazer surgir os objetos imaginários;
       Pela imaginação nos relacionamos com o ausente e o inexistente

Perceber e imaginar
A percepção observa as coisas, as pessoas, as situações. Observar é jamais ter uma coisa, pessoa ou situação de uma só vez e por inteiro.
A imaginação, ao contrário, não observa o objeto: cada imagem põe o objeto por inteiro.
       A imagem é diferente do percebido porque ela é um análogo do ausente, sua presentificação.
A força irrealizadora da imaginação significa, por um lado, que ela é capaz de tornar ausente o que está presente (o armário deixa de estar presente), de tornar presente o ausente (o navio torna-se presente) e criar inteiramente o inexistente (a aventura nos mares).
As modalidades ou tipos de imaginação
Partindo da diferença entre imaginação reprodutora e imaginação criadora, podemos distinguir várias modalidades de imaginação:
1.       imaginação reprodutora propriamente dita, isto é, a imaginação que toma suas imagens da percepção e da memória;
2.        imaginação evocadora, que presentifica o ausente por meio de imagens com forte tonalidade afetiva;
3.       imaginação irrealizadora, que torna ausente o presente e nos coloca vivendo numa outra realidade que é só nossa, como no sonho, no devaneio e no brinquedo. Esta imaginação tem forte tonalidade mágica;
 4. imaginação fabulosa, de caráter social ou coletivo, que cria os mitos e as lendas pelos quais uma sociedade, um grupo social ou uma comunidade imaginam sua própria origem e a origem de todas as coisas, oferecendo uma explicação para seu presente e sobretudo para a morte.
     5. imaginação criadora, que inventa ou cria o novo nas artes, nas ciências, nas técnicas e na Filosofia.

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