Globalização e seus
dilemas
Globalização e Exclusão Social
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A
internacionalização do capitalismo atinge hoje quase todo o planeta, seja pela
expansão das empresas multinacionais, seja pelo processo de informatização, que
coloca milhões de pessoas em contato por meio de redes de computadores, seja
pela abertura das economias nacionais ao mercado internacional, seja pela ação
do capital financeiro, que realiza investimentos no mercado de capitais de
todos os países. Esse novo processo é chamado de globalização.
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A
globalização é marcada basicamente pela universalização da produção, da
circulação, da distribuição e do consumo de bens e serviços.
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- Para
que o capital possa circular livremente, há necessidade de se eliminar as
barreiras comerciais entre países. Assim, bens e serviços podem ser
mundialmente distribuídos a um custo relativamente baixo.
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Com o processo de globalização, o capital financeiro conquistou uma posição
ainda mais dominante na economia de todo o planeta. Expressão dessa importância
é o movimento das bolsas de valores, para onde aflui o capital financeiro
especulativo mundial, sempre em busca de maiores lucros e maior segurança. Ao
primeiro sinal de crise em um país, esses capitais se retiram e são
instantaneamente aplicados em outros centros mais rentáveis e mais seguros.
Essas operações tornaram-se possíveis com o uso das redes de computadores.
-O
processo de globalização, contudo, não ocorre apenas na economia, mas se
verifica também nas áreas da informação, da cultura e da ciência. A produção
industrial, antes restrita a uns poucos países, alcança hoje uma escala sem
precedentes na História. O mesmo ocorre com o consumo, pois os mesmos produtos
e bens são ofertados simultaneamente nos mais diferentes recantos do planeta.
- Quer ter uma ideia dos efeitos da
globalização? Quando o Brasil disputou a partida final com a Alemanha pela Copa
do Mundo de Futebol de 2002, no Japão, o jogo pôde ser acompanhado pela
televisão por mais de 2 bilhões de pessoas (ou seja, um terço da humanidade).
- Os
avanços tecnológicos, principalmente em relação aos transportes e às
comunicações, são resultados da ação de grandes empresas que financiam
pesquisas. A informatização barateia o custo de produção das fábricas. Isso é
necessário porque o processo de globalização exige altos níveis de
competitividade: é preciso produzir a preços cada vez mais baixos para competir
no mercado globalizado.
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Entretanto, o objetivo das empresas de baixar seus custos de produção acaba
gerando desequilíbrios nas sociedades. O mais grave deles é o crescente número
de desempregados, que provoca, entre outros problemas, o aumento da exclusão
social, da miséria e da violência nas grandes cidades.
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